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Uma resposta cristã à decisão recente do STF

24/04/2012 11:10:29

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Uma resposta cristã à decisão recente do STF 1Co 10.31; Sl 24; 2Co 10.4-5; 1Pe 3.15

O STF fez mais uma vez. Caminhando na trilha das decisões iníquas – porque contrariam a Lei de Deus (o padrão para todas as leis humanas) –, os ministros decidiram que é aceitável, se não "recomendável", uma mulher assassinar uma criança em seu ventre pelo fato de haver um (ou mais) diagnóstico(s) afirmando a anencefalia do ser humano intrauterino.

Muitos usam o termo batalha espiritual para outros contextos, eu, porém, acredito que aqui é um lugar adequado para a nomenclatura, como 2Coríntios 10.5 indica. Refutar falsos argumentos e levar todo pensamento cativo a Jesus é tarefa do soldado cristão. Outro nome dado a esta empreitada é o termo apologética – normalmente conhecido como a defesa da fé. Aqui podemos pensar em um sentido mais abrangente do termo, que se traduz não apenas como defesa das doutrinas cristãs, mas também a afirmação do Senhorio de Jesus sobre todas as áreas da vida.

Existem muitos caminhos para discutir o ponto, mas pretendo seguir apenas um deles, e destacar percepções cristãs que nos edificarão no anúncio e defesa do ensino bíblico, diante de uma cultura e grupos de pressão social que tentam forçar a aceitação da mentalidade abortista. Acredito que a forma de pensarmos a questão será mais útil aos cristãos nas mais diversas áreas da sociedade, não exigindo conhecimentos técnicos e científicos, mas trabalhando no âmbito das pressuposições e identificação das mentiras abortistas, proclamando a verdade bíblica.

Caminhando desta maneira, podemos pontuar algumas questões importantes para o momento.

1. A estratégia semântica
Percebam a minha utilização de palavras algumas linhas acima. Chamei o conteúdo da decisão do STF de “assassinar uma criança no ventre”. Por que tal nomenclatura “pesada”? Porque existe uma estratégia sendo utilizada para nomear a prática do aborto e torná-la menos forte, e, consequentemente, adorná-la linguisticamente para soar mais aceitável. Os ministros do Supremo Tribunal fizeram isso algumas vezes. Substituíram o termo “aborto de anencéfalos” pela adocicada expressão “interrupção terapêutica da gravidez”. A estratégia, portanto, consiste em uma técnica orwelliana de estabelecer um tipo de novilíngua que descreva um fenômeno ruim de modo tão sutil que ele pareça bom, e assim seja aceito socialmente.

A estratégia é eficaz quanto às percepções subjetivas da sociedade sobre a questão, mas, da mesma maneira que chamar um cemitério de “casa de repouso subterrâneo estendido” não o torna algo diferente, chamar o aborto de interrupção terapêutica não altera a realidade do que está sendo praticado.

Clamemos, então por uma honestidade linguística. Chamar as coisas pelo que são, e não pelo que pretendemos que pareçam ser. Como se chama a interrupção de uma vida por outra pessoa? Assassinato. Como se chama um “feto” que respira e reage dentro do ventre? Criança, ou pessoa. Como se chama a interrupção da vida de um feto? Assassinato de uma criança ou pessoa.

Mas alguém poderia caminhar afirmando que eu presumo alguns pontos sem defendê-los no parágrafo acima. Presumo que existe vida no ventre, e em decorrência disso coloco o ser intrauterino na categoria de pessoa. Os ativistas, e alguns do STF trabalham a partir de pressupostos contrários – não há vida (ou pelo menos não se definiu a questão), e assim o ser deve ser chamado de feto, e não de pessoa.

Quais os problemas a serem encarados nessa questão?

2. O domínio da ciência como fonte de conhecimento verdadeiro (cosmovisão cientificista e naturalista)
Sim, eu pressupus haver vida dentro do ventre materno e não escondo meus pressupostos (diferente de alguns, mas chegaremos lá). E talvez o grande problema aqui seja a eleição de quem tem autoridade para dizer se há vida ou não intrauterina. Alguém escolheu a ciência, e agora todos esperam que os cientistas resolvam a questão – a palavra final está atrás de microscópios e maquinários, de jalecos brancos e máscaras, de óculos de proteção e luvas de borracha.

Obviamente eu faço uma caricatura, mas sem distorcer de todo o ponto. O processo mais complexo se dá a partir de uma mentalidade promovida pela “idade da razão”, que inverteu o processo de conhecimento, estabelecendo a ciência como o critério último de verdade. Os “iluminados”, tão estupefatos com o próprio conhecimento, determinaram a razão como o elemento definitivo de aceitação do real. Deste modo, a ciência e suas explicações bem formatadas para a cabeça humana eram a melhor pedida. O crescimento desta perspectiva faz nascer uma visão de mundo chamada de naturalismo. Entre suas nuances, fundamentalmente está a percepção da realidade como composta apenas por fenômenos naturais – excluindo-se, assim, o sobrenatural.

Exclui-se o sobrenatural e quem sai do jogo? Deus. É a origem da conversa fiada sobre laicismo e a exclusão da religião no debate público. Partindo da fé na ciência, estes crentes excluíram os crentes em Deus do campo do conhecimento. Aliado a isto, a ciência foi elevada ao estágio máximo da instrumentalidade para conhecer, e a visão de mundo chamada cientificismo entra em cena para compor o quadro. Somente a razão, somente fenômenos naturais, e somente a ciência – estes são os solas da modernidade “iluminada”. Talvez seja importante lembrar aqui que a reforma protestante tinha seus próprios solas: sola fide, sola Scriptura, sola gratia, solus Christus, soli Deo gloria.

A pergunta é: qual a razão para definir a razão como elemento fundamental do conhecimento? Qual a prova científica de que a ciência possui a palavra final sobre todas as questões? Estas perguntas não podem ser respondidas pelos meios da razão e da ciência, porque trabalham a partir de compromissos de fé – pressupostos muitas vezes não avaliados, e assim desonestamente presumidos na fala de ativistas e ministros.

Como a razão e a ciência não conseguem se estabelecer por si mesmas, precisamos considerar outras pressuposições e axiomas (princípios últimos desses compromissos de fé) que norteiam o pensamento e a prática das pessoas. E é exatamente aqui que percebemos a Bíblia e Deus como elementos fundamentais. Não me refiro a qualquer Deus, nem a qualquer livro religioso, mas ao Deus cristão. Abrir para a “religiosidade” também não resolverá o problema, apenas multiplicará as discussões sobre as propostas de conhecimento – não que discutir isso seja ruim em si –, mas as demais “alternativas religiosas” ora escondem seus pressupostos, ora demonstram a fraqueza dos mesmos, assim como a razão e a ciência não passam no próprio teste.

3. O problema da neutralidade
Há quem fique irado, clamando a tal “neutralidade”. Defendem-na das mais variadas formas, ou com as mais diferentes maquiagens e máscaras, como queiram. Falam da laicidade do Estado, ou da neutralidade científica, ou da necessidade de afastar a religião das discussões públicas. Todas estas reivindicações partem da realidade de que é possível fazer afirmações religiosamente neutras. Se pensarmos em religião apenas como a adesão a um grupo religioso específico, é possível falar algo sem me declarar batista, testemunha de Jeová, budista, ou satanista. Mas se pensarmos em religião em sua perspectiva mais ampla – a dimensão de fé experimentada pelo coração humano, não há uma declaração humana isenta.

Como vimos, por exemplo, a ciência parte de compromissos de fé, e assim a razão. Isto já é suficiente para afirmar que as declarações supostamente neutras dos grupos de pressão para o assassinato de crianças intrauterinas, e dos ministros do STF são religiosas por excelência. Deste modo, em vez de descartar a religião, em nome da honestidade do debate público, dever-se-ia assumir que perspectiva religiosa se está adotando. Um cientista faria suas afirmações consciente de que acredita que a ciência possui as respostas últimas da vida humana, e um ministro daria o seu voto afirmando a sua crença na razão humana como critério último de definição da moral e da justiça. Da mesma maneira, se ouviria um cristão que apresenta a sua proposta a partir de sua fé em Jesus.

O grande problema é que soa mal reconhecer seus compromissos de fé. E assim somente os cristãos parecem agir com honestidade no debate público. Eles não têm vergonha de afirmar seus pressupostos e deles derivar suas reivindicações. Não existe terreno neutro nas declarações humanas, e as tentativas de afirmar isto são estratégias de afastar os cristãos das discussões sociais e criar "pensadores de segunda categoria", que intencionalmente, quer como resultado do autoengano.

4. As respostas cristãs à vida humana
Finalmente, acreditamos que assim caem as mentiras linguísticas, as falsas cosmovisões que não se sustentam nas próprias pernas, como o racionalismo, o cientificismo e o naturalismo, e também cai a mentira da neutralidade das afirmações no espaço público. O cristão afirma tudo isso porque sabe que cada homem têm a revelação de Deus no íntimo do seu coração e na natureza, de modo que vive lutando contra a tensão de estar no mundo de Deus, tentando suprimir as evidências da existência de Deus (Rm 1.18).

Tendo desmascarado estas mentiras, e reafirmado seus pressupostos que são a existência de Deus e a veracidade da Bíblia, os cristãos discutem a decisão do STF apresentando o ensino de Deus sobre a questão. Vários pontos norteiam nossa compreensão, e assim podemos afirmar sem medo que o STF errou em sua decisão.

i. Deus anuncia a criação do homem à sua imagem e semelhança, de modo que cada ser humano é dotado de valor intrínseco, independente do tempo de vida que tenha, ou terá (Gn 1.27);

ii. Deus afirma que dentro do ventre humano existe vida,  portanto, uma pessoa (Sl 58.3; Lc 1.41; Jr 1.5);

iii. Deus condena a prática do assassinato, independentemente do sentimento do assassino ou da duração de vida da vítima (Gn 9.6; Êx 20.13; Êx 21.22);

Com base nestes três princípios (tratados não exaustivamente, são apenas exemplificativos), temos recursos suficientes para valorizar a vida humana de tal modo que causar a morte de alguém, com exceção das hipóteses previstas por Deus, constitui-se grave falha, e pecado contra o Senhor de toda a Terra. Ao votar contra a vida – mesmo que sob o discurso de “a favor da mãe”, a Corte Constitucional brasileira não apenas abriu o caminho para o estabelecimento do aborto sem justificativas – talvez o próximo passo – como se colocou acima da justiça divina, fazendo-se Lei para si e para os outros (sem discutirmos aqui se o STF tem ou não competência legislativa - o sentido de minha declaração é mais amplo). Ao votar pelo assassinato, o Supremo manifestou sua rebeldia contra o SUPREMO. Mas estes juízes prestarão contas à Corte Eterna.

Bibliografia

Para seguir estudando temas relacionados ao assunto, confira BAHNSEN, Greg L. Van Til’s apologetic: readings and analysis. Phillipsburg, New Jersey: P&R Publishing, 1998; CRAIG, William Lane; MORELAND, J. P. Filosofia e cosmovisão cristã. São Paulo: Vida Nova, 2005; DOOYEWEERD, Herman. No crepúsculo do pensamento ocidental. São Paulo: Hagnos, 2010; FRAME, John. Apologética para a glória de Deus: uma introdução. São Paulo: Cultura Cristã, 2010; KELLER, Timothy. A fé na era do ceticismo: como a razão explica as crenças divinas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. NASH, Ronald. Questões últimas da vida: uma introdução à filosofia. São Paulo: Cultura Cristã, 2008; PEARCEY, Nancy; THAXTON, Charles B. A alma da ciência: fé cristã e filosofia natural. São Paulo: Cultura Cristã, 2005; SENNET, James F. (ed.) The Analytic Theist: an Alvin Plantinga Reader. Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1998; VAN TIL, Cornelius. An Introduction to Systematic Theology. Phillipsburg, New Jersey: P&R Publishing, 1974.

 

  • 13 COMENTÁRIO(S)

Daniel Figueiredo | São Luís/MA | 26/04/2012 12:03:13
Excelente texto! A razão tem sido considerada como juiz neutro e soberano para as questões mais diversas, mas mesmo ela parte de pressupostos que dificilmente são reconhecidos pelos que a defendem exaustivamente. A Bíblia mais uma vez se mostra coerente e eficiente quanto às questões sociais, embora muitos ainda a tratem como ultrapassada, partindo de pressupostos racionalistas e secularistas.
Giuliano Silva | São Luís/MA | 26/04/2012 15:56:27
Clamemos, então por uma honestidade linguística. Chamar as coisas pelo que são, e não pelo que pretendemos que pareçam ser. Isso para muitos é ir contra a maré... deve haver até treinamentos PNL para você conseguir isso ... está cada vez mais comum eu fingir que faço algo e o outro fingir que acredita no que eu finjo fazer... é assim em Brasília, é assim aqui no Maranhão e nossos doutores que ao assumir cargos políticos recebem via transcendental conhecimento, educação, ética, moral e muitas outras coisas que fazem com que os mesmos sejam Grandes e por isso podem resolver as mais diversas questões de nós, pequenos, que somos incapazes de entender a necessidade de um 18º salário para poder ajudar os necessitados... Só servem aos seus próprios ventres. E pensar que no meio cristão alguns ousam usar tais estratégias para, de fato e verdade, enganar o povo. Allen, que outros se levantem e clamem por Justiça como estás fazendo agora!
clenio Martins | Aquiraz/Ce | 26/04/2012 16:43:58
Muito bom. Vale salientar que a decisão do STF se dar também pelo fato do homem querer, desde Adão, ser Deus, ter a decisão nas suas mãos. Também pelo tendência fundamental de auto-preservação, ou seja, querem preservar o seu bolso, pois criaças deficientes geram gastos públicos, dinheiro que poderia está servindo para o bem está dos políticos.
Vinícius Pimentel | Americana/SP | 26/04/2012 18:05:34
Muito bom. Pressuposicionalismo aplicado.
Wesley Guimarães | Belmonte/Ba | 26/04/2012 21:49:18
Excelente Comentário! Como igreja, não podemos nos calar diante de situações execráveis como o aborto. Lembremo-nos das palavras dos Apóstolos Pedro e João Julgai entre vós se importa obedecer a Deus ou aos homens. Que o Senhor da Igreja nos auxilie em toda boa obra.
Alejandro Mercado | São José dos Campos/SP | 26/04/2012 23:17:29
Os tempos só se sofisticam para fazer que o mal seja tomado como bem. Daqui decorre a recomendação bíblica de Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade põem o amargo por doce e o doce, por amargo Isaías 5.20. Não foi assim quando o nazismo declarou a superioridade ariana dando lugar ao terror que no século passado viveu a humanidade? Hoje é a ciência e os seus representantes travestidos de autoridade legal que determinan que os inferiores e não dignos de viver são os que ainda não nasceram e que supostamente nem seres humanos são porque não viram a luz dos que os condenam à morte. Nenhuma definição científica, ou tida como tal, e nem mesmo jurídica é capaz de determinar quem não ou quem si pode viver ou morrer, mesmo antes de nascer, ou determinar quando se é um ser humano ou não. Dizem: a ciência e as leis humanas são suficentes para nortear a vida de todos. Nenhum Deus, nenhuma Norma. O homem é a medida de tudo e para todo!
Abraao Isvi | Guará/Di | 27/04/2012 02:01:37
Muito bom artigo. Boa resposta. Hoje em dia as pessoas são tão difíceis de lidar que mesmo com uma argumentação como esta, elas não conseguem entender. As pessoas perderam o senso da realidade, só uma obra de DEUS para livra-las deste precipício em que se meteram.
Saulo Veras de Azevedo Azevedo | São Luís/MA | 27/04/2012 09:26:23
É um bom texto, que acaba retirando a crosta e a casca que obstrui o bom pensamento ou mesmo a liberdade que qualquer Cristão tenha de defender aquilo que acredita. Tanto faz se você é contra ou favor da decisão do STF, o que ficou claro é que o discurso da pseudo neutralidade é uma balela que sucumbe a necessidade real das pessoas assumirem suas posições e suas crenças, ainda que não seja em Cristo Jesus - o que lamento profundamente - mas que saibam, darão conta delas no grande dia.
Faustino Jr Junior | São Luis/MA | 05/05/2012 15:01:35
Minha esposa, médica cristã, pediatra, como duas de suas irmãs, já viram vários anencéfalos na sua vivência médica. Elas dizem que é uma experiência cruel e dolorosa. São corpos humanos desprovidos de cérebro, que tem a parte superior do crânio algumas vezes exposta a cavidade sem nada dentro. Nenhum sobrevive, por que é fisiologicamente impossível. O STF não obrigou nenhuma mãe de feto anencéfalo a abortar, apenas não proibiu aquela que optar por esta via. Extrapolar essa permissão para qualquer caso de mal-formação seria eugenia. Então, está com a mãe. A ética cristã não pode ser imposta pela lei. Mães cristãs tem suas consciências antes da lei. Mas, eu creio, só Deus poderá julgá-las nesse caso.
Francisco Antonio P. de Araujo | Acopiara/Ce | 07/05/2012 10:53:10
Excelente artigo! A ciência não é neutra e nunca será pelo simples fato de que o cientista é um homem, e nenhum homem é neutro. Pois todos os homens tem suas crenças e seus pressupostos. Além do mais, a ciência ao longo dos séculos tem cometidos erros sobre erros. Logo, algo é verdade em ciência até que no futuro se mostre que estava errado, ou seja, a verdade do passando estava provada cientificamente e por isso não deveria ser questionada. Entretanto, no futuro prova-se novamente cientificamente que se estava errado no passado. Assim, criado-se um círculo vicioso. Como, então, vou crer que essa prova científica é definitiva? Já que no passado dizia-se que algo estava provado cientificamente, e agora isso cai por terra com base em outras pesquisas. A razão disso é simples: a ciência é feito com base em premissas que ela assume por fé, são premissas que não podem em si serem provadas pelo método científico. Concluo: as palavras mágicas está provado cientificamente são dogmas.
Guttemberg Ferreira | Rio de Janeiro/RJ | 07/05/2012 14:52:32
É um posicionamento corajoso. Infelizmente, o artigo não traz também o parecer de pessoas cristãs como médicos e mulheres com experiência como mães de anencéfalos . Temos aqui apenas um posicionamento como resposta a toda essa dor que pesa sobre todos, cristãos e não cristãos. Publicar esse artigo também foi mais um ato de coragem que qualquer outra coisa. E que Deus nos dê coragem e sabedoria para nos aprofundarmos sobre o assunto. E ainda, que nos ajude com essas difíceis questões.
Valéria de Queiroz Queiroz | Brasilia/DF | 15/05/2012 15:16:32
Corajoso artigo. Acredito que os cristãos precisam se aprofundar mais em vários princípios bíblicos e chegarmos a respostas não iguais a ciência, ao senso comum. Tivemos uma caso com uma irmã próxima e posso afirmar que foi muito doloroso para todos nós. Deus foi soberano na questão.
Heber Queiros | São Luis/MA | 13/08/2013 15:32:13
Texto brilhante. Bom dominio de conteudo, principalmente sobre a episteme. Argumentos solidos e convincentes. Colocações pertinentes e contundentes. Passagens hilárias sem demasiada caricatura. Trocadilhos inteligentissimos. Voz profética que clama do deserto!!! Parabens pelo texto e grato por oportunizar uma excelente leitura!

 

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Allen Porto

Allen Porto

pastor presbiteriano, serve como auxiliar na Igreja Presbiteriana do Renascença, em São Luís, Maranhão. Também está plantando a Igreja Presbiteriana do Araçagy, na mesma cidade. É graduado em Direito pelo Centro Universitário do Maranhão (UniCEUMA), em Teologia pelo Instituto Superior de Teologia Reformada (INSTER), é especialista em História da igreja pela Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITRef) e mestrando em teologia sagrada com concentração em teologia filosófica pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper.